segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Quarta MeiaEntrada (na Segunda) - O básico da MPB VIII
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Mandinga p'ro seu Blog voltar dos mortos
Realizar a meia noite do aniversário do Steve Jobs.
Você vai precisar de:
3 latinhas de guaraná jesus
1 pé de moleque de Piranguinho
3 velas pretas
1 pendrive da Kingston
1 video da Vanessa Camargo dançando o "Exú Caveirinha"
1 marafo
1 galinha preta
Entregar o guaraná, as velas, a galinha, o marafo, o pé de moleque e o pendrive na encruza e oferecer pro Exú Bill Gates Das Sete Encruzilhadas.
Ver 3 vezes o vídeo da Vanessa Camargo.
Falar em voz alta: " Se o Obama Pode ter um Nobel, se a Preta Gil pode twittar, se o Serra pode ser presidente meu blog pode virar Zumbi!
Aguardar.
http://www.youtube.com/watch?v=bEyG9IGCgZw&feature=related
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Um conto pra esquentar
Em tempos de poucas postagens, vai aí um conto meu saído do forno. Não tenho a qualidade técnica da Carol ou do Ivan, muito menos a inventividade do Salvaterra, mas vou arriscar. Um breve conto de Horror pra vcs. Divirtam-se (ou não). Mais tarde tem quarta MeiaEntrada pra garotada.
Aquele que espera por ela
"Não somos, por acaso, as máquinas do prazer de Deus?"
Ray Brabury
Na primeira sala eu era o caco de um espelho cuidadosamente jogado no canto esquerdo. Você era o primeiro reflexo interessante que eu reproduzia e eu me sentia refazendo você. Quando você me viu, viu você e eu te vi de perto, quando de perto você me viu, se aproximando de mim, fazendo eu me aproximar um pouco mais de você. Você me pegou no chão e quando se tocava eu tocava você. Bastava apenas não se ver e ver que como você eu também te via enquanto mostrava você ao contrário. E você se viu exposta, invertida por mim. Creio que em uma questão de segundos, se ver tão exposta e ainda ao contrário pode tornar a admiração em repulsa mesmo que a curiosidade seja grande. Eu, na minha condição de caco de espelho tinha as minhas pontas mal aparadas e te cortei quando você se cortou. Nada mais natural ao me ver sangrar sangrando você se me largar e se afastar, eu me soltando e me afastando de você. A porta estava aberta e em poucos passos você estava na sala seguinte.
Lá eu me fiz um banco concentrado daquela matéria que é conhecida(se não me engano) como madeira e você era alguém com um dedo sangrando. Eu me oferecia gentil para que você se sentasse e talvez pensasse sobre o que realmente te apoiava. Você sentou-se e, com o dedo machucado na boca parecia efetivamente pensar, enquanto eu pensava no que você estaria pensando. Quando seu dedo parou de sangrar você me percebeu, e dessa vez em vez de refletir você, eu era o seu apoio. Você levantou-se e caminhou ao redor da sala, que eu esvaziara cuidadosamente para que nela fosse eu apenas o seu apoio, o banco de madeira. É possível que você não tenha se sentido confortável diante da minha solidez , por isso segui a porta e para a próxima sala.
Lá eu era mofo nas paredes e me espalhava em volta de você silenciosamente, mas não deixando de crescer e te evolver a distância (pelo menos nesta sala). Pela primeira vez você pareceu compreender o que eu era e falou comigo. Infelizmente disse não estar satisfeita , alegando que eu trazia em mim (nessa forma) uma idéia de antiguidade e de abandono ou destruição que não lhe agradava, eu na minha condição de mofo consequentemente devorando o novo que estava naquela sala. Queria te dizer que na verdade trazia a consequência do que é estar vivo, um presente em forma de ensinamento ( me fora ensinado que o presente mais valioso que existe é aquele que pode ser guardado exclusivamente na memória, e o que se guarda lá é que pode ser aprendido e ensinado posteriormente). Mas nada disse, pois na minha condição de mofo nada poderia mesmo dizer. Assim, dessa vez outra novidade: creio que a sua reação era a de irritação, e mesmo sabendo que um sentimento como esse dificilmente poderia derivar em uma forma de atenção positiva, já sabia que você tinha sentido alguma coisa por mim.
Quando a passos largos você se dirigiu a próxima sala, eu me fiz a sombra de lá. Tinha como intuito mostrar a você como a luz é de uma beleza ímpar quando vista através das sombras e como a presença de sombras também afasta a idéia de escuridão, pois as sombras se fazem justamente pela presença de luz. Eu sabia desde quando te refleti da luz que você tinha dentro de você, e como sombra sentia de forma poética (se é que consegui entender de forma completa o significado de uma poesia, das muitas que li) completando-a. Você, ao me ver como sombra demorou um pouco a me reconhecer e quando o fez brincou comigo, iluminando toda a sala, expondo justamente aquela luz que eu sabia que você tinha, sendo apenas você completa, insinuando que a sua luz era tal que poderia eliminar de forma sistemática qualquer sombra que pairasse dúvida sobre isso. Eu então me retirei, para que você fosse unicamente luz, e da sala seguinte pude ouvi-la rir e pular por alguns momentos até adentrar a próxima sala.
Lá eu fui afetado por você de forma diferente. Ao entrar sua luz antes de qualquer coisa me coloriu e eu era todas as cores daquela sala. E eu era tantas e tão vivas ao mesmo tempo que envolvi você, enquanto você se deixava envolver pelo turbilhão multicolor que a cercava. Julguei que o que vi em você naquele momento era o que é denominando de Felicidade e essa sua sensação me dava a capacidade de me multifacetar em cada vez mais cores de forma alternada e cada vez mais rápida, de certo modo talvez até sufocante, mas para mim definitivamente inebriante. O efeito disso em você pra mim foi inesperado, pois aparentemente assustada e com um líquido escorrendo dos olhos (seriam essas as tais “lágrimas” que tanto me causavam curiosidade?) partiu rapidamente para a sala seguinte.
Nesta sala eu me fiz como alguém da sua espécie, um homem cuidadosamente moldado, que a observava como quem observa sua relíquia mais preciosa. Dessa vez vi em você um sentimento que nunca antes havia concebido, mas que provavelmente era o que é definido como desespero. Você me tocou, e eu me senti tão eufórico quanto vi você na sala anterior. Mesmo enquanto você gritava de forma aterradora e, sobre mim me apertava e me tocava em movimentos rápidos e fortes a ponto de começar a desfigurar o que eu havia concebido como um rosto, senti justa e finalmente o que tanto buscava e até cheguei a ter dúvidas sobre a real existência: Prazer. Sim, estou convicto de que o que me percorreu naquele momento e fez eu simplesmente paralizar meus sentidos, com foco apenas no que ocorria em mim era o que é conhecido como prazer. Você, para meu deleite, passou bastante tempo nessa sala, tempo suficiente para destruir toda a minha forma humana. Quando eu estava totalmente deformado e ao mesmo tempo extasiado de um modo inigualável você deixou a sala, com o mesmo semblante de desespero que por ela havia entrado.
Na sala seguinte o que ouvi de você,mesmo tendo um conhecimento respeitável da sua forma de comunicação, foi quase totalmente incompreensível. Pude perceber que você falava muito e entre o que pude distinguir como palavras haviam sons, ora guturais, ora agudíssimos, de alta intensidade e longa duração, que estão além da minha compreensão. Dentre a palavras que entendi, ficou claro que você queria que eu saísse de perto de você, me retirasse da sala e de qualquer outro lugar onde você estivesse (lembro-me claramente da palavra “Prisioneira” e várias inflexões da mesma, mas seu significado é um mistério pra mim). Mesmo você se dirigindo a todos os lugares da sala enquanto falava, tenho dúvidas se você realmente sabia que eu estava lá te observando. Sei que, sedento de poder encontrar mais uma vez o prazer que havia obtido, achei mais prudente obedecer aos seus pedidos o mais rápida e eficientemente possível. Nesta sala afim de que você se sentisse mais tão assustada quanto parecia estar, me fiz todo o ar que a rodeava. Assim nessa condição, me retirei completamente, deixando você só e totalmente livre de qualquer ar, no estado mais silencioso que o vácuo pode proporcionar. Fui para a sala seguinte aguardando a sua chegada, dessa vez sem assumir ou me reagrupar atomicamente de forma nenhuma, sendo como eu sou naturalmente, na minha forma primária.
Há um longo tempo espero você nessa sala, mas parece que você se recusa a sair da sala anterior. Daqui apenas posso ver você deitada de bruços, imóvel desde quando eu me retirei.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Aprendendo com o Tio Allan a parar de fumar
(Cartum do Allan Sieber)
Meu primeiro round tá assim:
Vamos ver como eu me saio nas próximas semanas...
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Impressões
Ah viagens! Nada como uma boa viagem para me revigorar dessa selva tecnocrata que é São Paulo. Acabo de voltar do Rio, e a despeito de dengues e assaltos eu simplesmente adoro a cidade. No Rio as coisas são todas um pouco desorganizadas. Ao contrário de São Paulo em que cada tribo freqüenta uma região diferente, os cariocas se misturam e produzem verdadeiras cenas surreais em suas ruas. Reflexo da própria arquitetura da cidade, com construções modernistas e românticas lado a lado. Florestas dividem espaços com shoppings, montes de pedras com casas, produzindo uma sensação de estranheza à quem não é da cidade. Sensação essa agradável, mas não menos impactante. A despeito da miséria ser bem mais visível no Rio (quem tem medo de pobre?) e infelizmente eu não poder sair sozinho sem atrair muita atenção, sou apaixonado pela atmosfera boêmia e desleixada do lugar. Já pensei mesmo em morar por lá, em conviver com o povo carismático e bem mais aberto que os enrustidos paulistas, mas sei que minhas preocupações não se apartariam ao ver a grande desigualdade que assola a cidade. Enfim, prefiro visitar esporadicamente, experimentando sempre a sensação de estranheza que curto nas viagens que faço. Alguns momentos que valeram boa diversão foram o Funk carioca na Lapa (o tal de Fuck Funk), com entrada de R$1,00 (!), assistir a final de campeonato no Maracanã (com desconhecidos se abraçando e dançando crééééééu para a torcida do Fluminense), visitar a favela da Maré, comer a pizza carioca (e sentir saudades de casa), tomar de assalto a cidade de Conservatória (com cerca de 3000 habitantes) e claro, fazer tudo isso com 140 amigos bebendo cachaça Claudionor...
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Quarta MeiaEntrada na Virada Cultural
Primeira coisa: Todas as capitais do Brasil deviam ter uma Virada dessa, não é tão difícil de fazer quanto parece e os resultados são bem interessantes do ponto de vista de revitalização do centro da cidade. Tendo em vista que a maioria dos centros das nossas capitais estão próximos do estado de degradação que se encontra o centrão paulistano, é algo que deveria ser pensado, sem contar que do ponto de vista governamental (não se essa é a palavra certa) é uma boa forma de incentivar o turismo interno.
Segunda coisa: A exemplo do que será feito esse ano, seria uma ótima idéia convidar também artistas estrangeiros para participar do evento, claro que considerando que você mantenha o espaço para vários artistas da cena independente paulistana participarem em palcos reservados só para eles.
Agora, antes de um breve roteiro dos shows que eu recomendo e que provavelmente irei ver por lá, não poderia deixar de falar de algumas coisas que vão acontecer e que também valem muito a pena, como o show do Luis Melodia as 18h no Teatro Municipal, Arismar De Espírito Santo no palco do piano, Zé Ramalho na São João e as sessões de cinema no Cine Olido coordenadas pelo Carlos Reichenbach, onde o tema será filmes sobre Vampiras, e aqui meu único protesto: Dentre todos os excelentes filme que ele programou, me entristece muito saber que um dos maiores clássicos do gênero, o filme “Rosas de Sangue” de Roger Vadim não estará na programação.
Agora, o meu roteiro:
As 18h na São João a Deusa Caboverdiana Cesária Évora, a Rainha da Morna.
As 21h no Teatro Municipal Egberto Gismonti e Naná Vasconcelos executando o disco “Dança das Cabeças”, um dos maiores clássicos da música instrumental do século XX.
0h, minha única dúvida: Assistir grande promessa da música paulistana Andréia Dias ou ver o que será que o Zé Celso Martinez Corrêa aprontará com um PIANO no palco destinado justamente a esse instrumento?
As 3h Maria Alcina. Ela é só a melhor interprete da música “Fio Maravilha” do Jorge Ben. Isso já é mais do suficiente pra ir ver o show dessa extraordinária cantora.
As 8h Záfrica Brasil. Rap de muita, mas muita, mas muita qualidade.
12:30h tem Vasco Faé no Palco de Blues, grande gaitista que já tocou no Blues Etílicos e que faz um Fusion de ótima qualidade, acompanhado na percussão pelo meu parceiro que é o melhor percussionista do ABC: Fabio “Azeitona” Daros (quebra tudo, Azeitona!!!!!)
As 16:15h, vou de Bocato, o grande trombonista. Promessa de Jaaaaaaaaazz!
As 18h pra encerrar... TETÊ TETERETÊ!!!!! Jorge Ben Jor.
E é isso, boa festa pra todos, a gente se tromba no centrão. Mais informações sobre outros shows( e são muitos), horários e locais aqui no site da Virada.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Quinze Minutos
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Quarta MeiaEntrada - O que é o amor hoje em dia na música brasileira?
terça-feira, 15 de abril de 2008
Micro Terça Mochilão
Uma Charge Vale Mais do Que Mil Palavras!!!
Taí a minha opinião sobre os protestos pela libertação do Tibete que vêm acontecendo durante a passagem da tocha olímpica pelo mundo.
Idas e Vindas
Aviso aos leitores!!!
-O nosso querido Elton-Garotinho-Avon está entrando em recesso por tempo indeterminado devido a questões particulares e a nossa Segunda-Avon passará por algumas reformulações em decorrência disso.
- Em compensação, a Terça-Mochilão da Carol "Eu quero o meu guaraná Jesus!" Marossi está voltando logo logo...aguardem e verão..
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Confusão Público X Privado – O Caso UNB
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Quarta MeiaEntrada
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Tucano canta de galo, e põe fogo no ninho
Ao declarar que teve acesso a cópia do dossiê e que fora uma das fontes da revista Veja, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) fez “um gol contra”, como lamentou editorial do Estadão. A oposição colocava o governo nas cordas, FHC exigia a demissão de quem o teria produzido e eis que Álvaro Dias tenta cantar de galo e acaba favorecendo a argumentação do governo de que haveria um complô. Um bom resumo da história toda e das implicações do caso está no site da Carta Capital.
“Existe relação entre a ministra e o vazamento das informações? A Folha de S.Paulo de sexta-feira 28 de março afirmou em manchete que o braço direito de Dilma, Erenice Guerra, secretária-executiva da Casa Civil, teria sido a responsável pelo suposto dossiê, mas não apresentou nenhuma prova contra a funcionária. E, por último, o mais relevante: quem pinçou as informações sobre os gastos de Fernando Henrique Cardoso e de sua mulher, dona Ruth, do banco de dados da Casa Civil? Ou seja, se existe um dossiê, quem o fabricou?”
http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=8&i=594
A questão é saber se houve vazamento de informação ou espionagem. Não sou especialista em área criminal, mas pelo que li o responsável pela divulgação dos dados sigilosos pode pegar de 1 a 4 anos de prisão. Carol, Julia?
Acabou-se o que era doce
Ontem a Folha publicou a última coluna de Mário Magalhães como ombudsman do jornal. O relato de sua saída é belíssimo e expõe os dilemas por que passam uma publicação que expõe a crítica que faz a si mesmo. O contrato com ele poderia ser renovado por mais um ano, mas a Folha condicionou sua permanência ao fim da exposição da crítica diária na Internet, ao que o jornalista foi contra. A coluna dominical do ombudsman permanece, mas a Folha retrocede ao impedir o acesso dos leitores à crítica diária.
O observatório da imprensa comentou
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/blogs.asp?id_blog=3&id={2446BA0E-8D1F-4383-B3DA-8FDFDCEC3D87}
Em minha humilde opinião (se é que ela tem alguma importância), o Mario Magalhães fez um bom trabalho.
Contudo, com o Conversa-Afiada fora do ar, o blog do Mino desativado e agora essa da Folha, a idéia de que a Internet é um “meio democrático” deve ser bastante relativizada.
domingo, 6 de abril de 2008
A curva da praça: proposição do novo
Pessoal, divulgação do evento que vai acontecer na praça floriano peixoto no próximo sábado.
Participação especial do Tio Vinix e percurssão, apresentação de índios da barragem e morro da saudade, artesanato hippie, som, poesia, carlos galdino, rui mascarenhas, monólogos em cena e possibilidades...
por favor divulguem e compareçam, a praça não é longe, só pegar o Terminal Santo Amaro e em 25 minutos chegar (sábado sem trânsito): longe é o ato de não tocar na mão de um cachaceiro com uma faca na mão.
artes, ou o espetáculo com sangue diário?
quinta-feira, 3 de abril de 2008
A Esfinge da Universidade Pública
A parte da reitoria responsável pelo cuidado com os cursos de graduação da USP publicou as estatísticas referentes ao desempenho dos alunos ingressantes no ano de 2007. Dentre algumas surpresas, o que foi revelado é que os alunos de graduação dos cursos de Humanidades são os que tiram as melhores notas e apresentam os melhores desempenhos lá dentro. É pessoal, aqueles caras cabeludos, fedidos e maconheiros dos cursos de Humanas são os que mais conseguem notas altas na maior universidade do país. Mas não é esse o ponto que mais me chamou atenção. O que vale a pena destacar nas tais estatísticas é o índice de desempenho acadêmico apresentados pelos alunos provenientes das escolas públicas que foram beneficiados pelo chamado “Inclusp”, um programa que concede bônus à nota do vestibular do candidato proveniente dessas instituições. E adivinhem? Sim, o rendimento deles foi maior do que os estudantes que não receberam o bônus! Mas Ministro, que diabos isso significa, além de mostrar que eles estudaram mais que os outros? Significa que os alunos que não passariam no vestibular sem o bônus não são incapazes de freqüentar a Universidade Pública. Em outras palavras, o vestibular não se mostra como alternativa válida para medir a capacidade de alguém de freqüentar ou não uma faculdade. Ele não serve nem como questão de medir mérito (a tal da meritocracia que os defensores do exame tanto pregam), afinal as estatísticas mostram exatamente que, mesmo advindos de um ensino inferior, esses alunos possuem mais mérito (em notas) na Universidade do que os demais. Sendo mais explicito ainda, vestibular serve para barrar pobre e negro, afinal eles podem até ter mais mérito, mas mesmo assim não conseguirão entrar. Esperava-se, contudo, que a pesquisa fomentasse uma visão critica da pró-reitoria de graduação da USP à respeito da Fuvest. Ledo engano senhores. As palavras do órgão negam a contradição do vestibular na seguinte frase: “elas reforçam a idéia de que os que ingressaram pelo Inclusp têm tanto mérito acadêmico quanto os demais”. Então eu pergunto, se eles possuem o mesmo mérito, porque precisaram do tal bônus?
Frase do dia: "O Brasi não é para principiantes" - Tom Jobim
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Quarta-meia entrada: recomendações
Como o Tio está sem acesso a computador, aqui vão algumas dicas que ele pediu para colocar no blog:
Da mostra de documentários É Tudo Verdade, recomendamos Tirando o Capuz, que trata de crimes de tortura cometidos pelos EUA, no bojo da "Guerra ao Terror", e Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei - que aborda a história da ascensão e queda de Wilson Simonal (que era muito melhor do que o filho, o Simoninha).
http://www.itsalltrue.com.br/2008/
E hoje à noite, na TV Cultura, vai ao ar um show histórico de Itamar Assumpção, devidamente acompanhado de sua banda Isca de Polícia. Gravado em 1983, é uma rara oportunidade de assistirmos ao Nego Dito na TV e percebermos por que ele é considerado um dos ícones da música independente no Brasil. Morreu praticamente no anonimato.
20h00 - Programa Repertório Popular - TV Cultura
terça-feira, 1 de abril de 2008
Ausência – Terça-Mochilão com toque de Segunda-Avon
Devido a compromissos com o Judiciário- fui convocado para ser jurado- e pessoais –burocracia universitária e pesquisa na biblioteca da Eca, que não abre as sábados- a coluna não foi ao ar ontem. Mas hoje ela vem com um toque de terça-mochilão, para relembrar um pouco nossa querida Carol Marossi.


